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XXIII domingo do Tempo Comum

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GiOTTO, Volto di Cristo
GiOTTO, Volto di Cristo
8 setembro 2013
Reflexões sobre as leituras
de
LUCIANO MANICARDI
A exigência de seguir Jesus está ligada à dificuldade de aprender a arte de amar e à nossa preferência por possuir coisas

8 setembro 2013
Reflexões sobre as leituras
de
LUCIANO MANICARDI

Ano C

Sap 9,13-18b; Sal 89; Fm 9b-10.12-17; Lc 14,25-33

A sabedoria como consciência da alteridade do querer de Deus, em relação ao querer humano, para habitar o espaço entre o homem e Deus (I leitura) e tornar exequível a "missão impossível" de seguir Cristo (Evangelho): esta pode ser a temática unificadora destas leituras. A sabedoria evangélica consiste em calcular o que não é calculável e em predispor-se com liberdade e amor à renúncia radical que só a sequela Christi consente.

Seguiam com Ele grandes multidões; e Jesus, voltando-se para elas, disse-lhes:..." (Lc 14,25 ss.). A quantidade, o número, não entusiasma Jesus, antes o preocupa. Jesus não hesita em advertir a multidão que O segue, colocando-os diante das duras exigências dessa decisão e quase que os desencorajando. Deveria preocupar-nos que esta não seja, também, uma preocupação nossa, hoje, e que, pelo contrário, nos preocupemos com o baixo número de praticantes. Correndo o risco de perder alguns Jesus não hesita em proclamar com vigor a dureza das exigências de O seguir. A exigência não foi aligeirada com ilusórias facilidades. Seguir Jesus, talvez seja simples, mas, certamente, não é fácil. Pelo contrário, Jesus fala por três vezes de uma impossibilidade: “não pode ser meu discípulo...” (Lc 14,26.27.33). Há condições necessárias para O seguir sob pena da intenção fracassar.

No fundo, não há mais do que uma exigência imprescindível que se coloca no plano da relação com Jesus, o Senhor (“vem a mim”, “meu discípulo”, “segue-me”…) e não no plano de uma qualquer prestação de serviço. Segui-Lo exige, como primeira condição, voltar todo o coração para o Senhor: esse é um acontecimento no plano do amor, e o amor é um trabalho exigente, uma ascese. Acontecimento de amor, seguir Jesus é, simultaneamente, um acontecimento de liberdade. As exigências que Jesus coloca aos seus discípulos são a pedagogia necessária que conduz à liberdade e ao amor.


 

As relações familiares (v. 26), a posse de bens (v. 33), a ligação à “própria vida” (v. 26) submetem-se ao Senhor. Trata-se de amar o Senhor com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças. E se o amor é uma questão de espaço interior, de abrir espaço ao outro, nutre-se do vazio precioso, da riqueza da ausência, da graça da carência. Pelo contrário, quem tem posses não tem espaço interior porque enchendo-se, sacia-se, fecha-se em si próprio, preocupa-se consigo e não reconhece a profunda pobreza que é o espaço aberto ao amor. A exigência de seguir Jesus está ligada à dificuldade de aprender a arte de amar e à nossa preferência por possuir coisas em vez de nos esforçarmos pela liberdade e pelo amor. Jesus pede a todos os que O seguem que coloquem no cerne das relações com as pessoas que lhes são caras, a relação com Ele próprio, isto é, que coloquem no centro dos seus corações a relação com o Senhor, porque, no fundo, as exigências de seguir Cristo são as exigências do amor.

Seguir Cristo é exigente porque o discípulo é chamado não apenas a iniciar mas também a cumprir (vv. 28.30). Como para construir uma torre ou enfrentar uma batalha há condições indispensáveis, o mesmo se passa para seguir Jesus. Mas o indispensável para O seguir é a disponibilidade para perder tudo, não apenas os bens, mas também "a própria vida" (v. 26). O único bem a possuir é a renúncia aos bens e a arte que devemos aprender é a arte de perder, de não cair nas malhas da posse, na lógica do ter. Jesus "esvaziou-se a Ele próprio" (Fil 2,7); “Deus é Deus porque não tem nada” (Barsanufio). É preciso liberdade e leveza para cumprir o longo caminho da vida. O amor é chamado a tornar-se responsabilidade e a liberdade perseverança: ali está a renúncia necessária, a purificação, o despojamento. As exigências de seguir Jesus têm a ver com o todo da pessoa (o seu coração) e com o todo do seu tempo, com a duração da sua vida. E advertem-nos do risco de deixar a meio a obra iniciada.

 

Reflexão sobre as leituras
de
LUCIANO MANICARDI

Comunidade de Bose
Eucaristia e Parola
Textos para as Celebrações Eucarísticas - Ano C
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